Absorvendo o modelo da pietà enquanto objecto e conceito-metáfora, explora-se a relação da fotografia com o mundo e consigo mesma, através de exercícios sobre saturação, ubiquidade, transparência, tempo e modo. Uma impressão, um livro e um vídeo, onde a pietà surge como uma câmara escura, para revelar a própria fotografia.
Programa | Instalações
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after pietà -
Anna ZaradnyOctopus é uma curta-metragem criada para uma peça musical que mantém um diálogo com a música experimental ao mesmo tempo que explora o formato do vídeo musical - tão característico da música popular. Zaradny estabelece aqui o terreno partilhado entre imagem e som em movimento.
A obra é assente numa variedade de contextos - desde uma relação informal com o formato do "videoclipe musical" tradicional, à presença do artista no seu próprio trabalho, até ao nível da organização da estrutura visual decorrente da composição musical abstrata.
A narração e a dinâmica da estrutura musical oferecem um ponto de referência para o guião do vídeo. A subversão dos códigos da cultura popular e das funções do videoclipe conduzem Octopus a uma dimensão estética ambígua. Por um lado, o aspeto visual é fortemente inspirado pela música e diretamente sincronizado com esta, por exemplo, em termos de repetições, mas também no próprio timbre. Por outro, a presença do artista cria diretamente a parte mais importante do vídeo. Ao subverter o formato do vídeo musical, Zaradny altera também o contexto da peça original, gerando uma dimensão estética completamente nova. -
e c o sÉ uma instalação que reflecte sobre ecos de discursos de artistas como matéria plástica. Torna audível e visível 2 níveis de experiência, em primeiro lugar a experiência que nós, enquanto artistas, percepcionamos da emissão das vozes dos discursos de outros artistas, e num segundo nível, a matéria daí resultante com a inserção de ecos de partes dos nossos corpos em movimento. Há um diálogo entre vozes e corpos em contínuo movimento ascendente.
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In Between the BoxInBetweenTheBox cria um ambiente imersivo com o objectivo de explorar a relação entre o espaço físico e virtual e a maneira como a barreira frágil entre eles influencia a consciência do nosso corpo e a sua deslocação no espaço.
O projeto foi desenvolvido no decorrer da disciplina de Multimédia em Performing Arts, do Mestrado de Multimédia da Universidade do Porto.
Consiste numa performance de 10 minutos dentro de um cubo feito de uma estrutura de metal de 2,5 metros de lado e coberto por lençóis de plástico semitransparente em 4 lados laterais.
Uma sequência de vídeos mapeados são projetados no plástico enquanto uma pessoa se move dentro do cubo interagindo com os vídeos e a sua sombra. A pessoa irá mais tarde desaparecer, deixando o cubo a trabalhar como uma instalação, aberto à exploração e interação por parte do público. -
Knock 4Knock4 desafia a nossa interação com as particularidades ressonantes do pica-pau, despertando-nos para a consciencialização do espaço e movimento, através de partículas sonoras e visuais.
Esta instalação interativa convida os participantes a envolverem-se num ambiente de floresta simulado, onde terão a possibilidade de absorver a capacidade de comunicar de um pica-pau despertando as suas propriedades ressonantes.
Ao bater em caixas de diferentes texturas, os participantes tem a oportunidade de interagir com partículas sonoras e visuais, influenciando o movimento nos vídeos dentro de cada caixa e o som no espaço.
Este projeto foi desenvolvido na cadeira de Multimédia em Artes Performativas, do Mestrado de Multimédia da Universidade do Porto. -
Meet the Frumbles“Meet the Frumbles” é um conjunto de criaturas de feltro robóticas que falam entre si e interagem com a audiência. Empatia, ternura e humor são dimensões exploradas para facilitar a comunicação e uma forma lúdica de interação da orquesta de criaturas e o seu maestro.
Computação criativa aplicando visão por computador, prototipagem electrónica e atuadores mecânicos foram usados para implementar o comportamento autónomo das criaturas. -
O decisorA manifestação de uma essência humana faz-se numa primeira instância pelo corpo e por uma condição física que impede que ele partilhe o mesmo espaço com qualquer outro corpo, mas amplifica-se na complexa tarefa de nos comunicarmos aos outros. Os sistemas simbólicos que assumem um papel fundamental como instrumento nesse processo comunicacional são um conjunto interminável de convenções partilhadas, em maior ou menor grau, pelos intervenientes desse processo. Ainda assim, mesmo que as convenções sejam semelhantes entre dois interlocutores, a comunicação distancia-se da mera troca de pequenos blocos de informação, que seriam aceites sem reservas por cada um dos destinatários. O diálogo mediado pel'O decisor aproxima-se de uma acção negocial de circunstância com o objectivo implícito da superioridade do discurso.
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REDuctionREDuction é uma instalação interactiva que explora a percepção holográfica ao mesmo tempo que responde à proximidade do espectador. O seu princípio de funcionamento estabelece-se despoletando uma animação 3D, representativa de 3 três pontos de vista diferenciados: daltónico, "normal" e o monocromático.
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TOCATOCA destina-se a crianças com diagnóstico ou suspeita de Perturbações do Espectro do Autismo, que necessitem de estimulação sensorial. É um livro de grandes dimensões construído para imergir a criança num ambiente de estímulos sensoriais, incentivando-a à interação, comunicação e imaginação.
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TriadTriad é uma instalação interactiva que promove o esforço colaborativo entre dois participantes, na criação e controlo do ambiente sonoro e visual do espaço envolvente.
É um projecto que funciona como ponto de cruzamento entre várias temáticas distintas relacionadas com a interacção colaborativa em ambientes imersivos, lógica de criação musical e sinestesia entre som e imagem. -
untitled study for computer controlled laser, stroboscope and Linn LM-1Esta instalação de Mark Fell constrói e explora a relação geométrica entre luz e som. A luz estroboscópica produz planos luminosos temporários enquanto que o laser produz linhas no espaço. Estas formas luminosas estão relacionadas com formas sonoras que se apresentam de forma rítmica ou não-temporal.
Mark Fell é um artista multidisciplinar, sediado em Sheffield (R.U.). Após estudar arte do cinema e vídeo experimental no instituto politécnico local, ele voltou a sua atenção para interesses anteriores na área da tecnologia informática, da música e do som sintetizado. Em 1998, iniciou uma série de lançamentos discográficos, elogiados pela crítica, que incluíam trabalhos a solo e colaborações, sob a alçada de editoras como a Mille Plateaux, Line, Editions Mego, Raster Noton e Alku. Fell é famoso pela combinação de estilos de música popular, como a eletrónica e o techno, com umas abordagens mais académicas à composição baseada em informática, com particular ênfase em sistemas matemáticos e de algoritmos. A sua prática musical recente tornou-se cada vez mais influenciada pela música não-ocidental, algo que é evidente em dois projetos ligados, “Multistablity” e “UL8”, os quais exploram vários sistemas de afinação e tempos pouco familiares. A revista Uncut classificou-os como “completamente espantosos” e a revista Wire chamou-lhes “fantásticos”. Além de trabalhos discográficos, Fell produz peças de instalação, nas quais utiliza, muitas vezes, sistemas com vários altifalantes. Apesar de bem versado na utilização de técnicas ambissónicas, o seu trabalho nesta área é caracterizado por abordagens “não baseadas em ilusão”, onde várias formas de onda são distribuídas espacialmente para formar ambientes sónicos sintéticos complexos. A diversidade e a importância da prática de Fell refletem-se na abrangência e na escala de instituições internacionais que apresentam os seus trabalhos, desde super discotecas como a Berghain (Berlim), ao arquivo nacional de cinema de Hong Kong, entre muitas outras. Fell recebeu já convites de instituições de prestígio, incluindo a Thyssen-Bornemisza Art Contemporary de Francesca Von Habsburg (Viena), com uma estreia na Bienal de Arte de Sevilha, e o Ballet Nacional de Madrid representou para obras suas. Foi reconhecido pela ARS Electronica (Linz) com uma menção honorária na categoria de música digital, e foi nomeado para o prémio Quartz pela sua contribuição para a investigação da música digital. Adicionalmente à sua prática criativa, Fell esteve envolvido em vários projetos de investigação académica de campos como a ciência informática e a musicologia. Enquanto comissário, Fell é reconhecido pela sua contribuição para o desenvolvimento da música eletrónica experimental na Europa.
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XNXXNX é um projeto desenvolvido por Ilidio Chaves, mais conhecido como Expander da Soniculture. É parte de um novo colectivo chamado Soniclab, que tem como objectivo reunir artistas audiovisuais que se destacam pelas suas visões e espírito de inovação.
O conceito do projeto XNX é intervir num espaço e criar uma "bolha de caos" recorrendo a um elaborado desenho de som e imagem.
O projecto "Music for spas", em formato álbum de 80 minutos impresso em CD preto, foi comercializado juntamente com uma barra de sabão artesanal com perfume de alfazema, feito com carvão vegetal e óleos naturais e contendo uma pen drive com o filme "Movie for spas", a banda sonora e ainda uma aplicação web com informações relevantes. Esgotou em poucos dias na BLEEP.com na fase de pré-venda.
Agora, XNX apresenta a instalação "Music for spas" com estreia no FESTIVAL SEMI- BREVE 2014. Tal como a sua contraparte física, aborda a exploração do sistema sensorial e de percepção humana, subvertendo os sentidos de uma forma inesperada. Somente através da compreensão desses sentidos, em todos os ângulos possíveis, incluindo os que são normalmente evitados, poderá ser possível alcançar o verdadeiro estado de bem-estar. Este estado é normalmente inalcançável porque o humano é normalmente guiado pelo seu próprio desejo, olhando nas direcções erradas.
Dentro do spa de XNX, o humano será exibido como o ser sensível que é.