Programa | Concertos

09 Outubro

    Anna Zaradny

    Artista sonora e visual, compositora, improvisadora. Co-fundadora do festival Musica Genera e da editora Musica Genera.

    Enquanto compositora e instrumentalista, Anna trabalha num vasto espectro de géneros: desde a música acústica improvisada, com uma linguagem contemporânea minimalista, às estruturas complexas das composições de música eletrónica experimental.

    Enquanto artista de vídeo, Zaradny cria sob a forma de vários meios, incluindo instalações, objetos, fotografia e vídeo. A artista faz uso da abstração, do micro-som e de elementos arquitetónicos, luz e espaço. As suas peças são marcadas pela ambiguidade e pela relação entre os meios e as ideias.

    As obras de Zaradny foram já apresentadas em festivais e exposições por todo o mundo, as últimas tendo sido no Museu de Arte Moderna em Varsóvia, no SiILBERKUPPE em Berlim, no Kunst-Werke também em Berlim, no Sottovoce em Londres, no festival What is music? Em Sydney, Melbourne, no festival All Ears em Oslo, no festival Unsound em Nova Iorque, assim como para o Exploratory Music From Poland e no Super-Deluxe Tokyo, no Japão.

    A discografia de Anna Zaradny inclui gravações a solo e projetos de colaboração com, entre outros, Burkhard Stangl, Tony Buck, Robert Piotrowicz e Cor Fuhler.

    É também autora de música para peças de teatro e projetos multimédia.

    She is also author of music for theatre plays and multimedia projects.

10 Outubro

    Karen Gwyer + Maria Mónica

    KAREN GWYER é uma Londrina, nascida nos Estados Unidos, que dá o nome a um punhado de lançamentos divinos, tanto pela Opal Tapes como pela No Pain In Pop. Sem pretensões, Gwyer invoca um sentimento de uns Popol Vuh mais calorosos e futuristas, sendo igualmente comparada a Motion Sickness Of Time Travel, Cabaret Voltaire, Cluster ou até a uns Fever Ray instrumentais e ritmados.

    O seu recente EP, New Roof, foi lançado pela No Pain In Pop e esgotou quase imediatamente, dando nota da crescente procura por toda a Europa, onde partilha os palcos com Julia Holter, Tim Hecker, Ben Frost e muitos outros. 

    Na sua estreia em costas portuguesas, estará acompanhada da artista de vídeo Maria Mónica, para um espetáculo exclusivo. Maria Mónica desenvolve constantemente novas ferramentas e atuações com a técnica do vídeo em tempo real. A utilização desta técnica tem permitido à artista manter uma colaboração constante com o Serviço Educativo da Casa da Música, participando com projeções e arte visual em atuações musicais. Recebe ainda convites frequentes para participar em outras atuações de música e de dança, como as suas colaborações habituais com o duo SSS-Q (Susana Santos Silva e Jorge Queijo) e Blac Koyote.

     

    http://boilerroom.tv/karen-gwyer-live-in-the-boiler-room

    www.karengwyer.com

    www.mariamonica.com

    @C

    Miguel Carvalhais e Pedro Tudela colaboram como @c desde 2000, desenvolvendo música, arte sonora, instalações, e performances sonoras ou audiovisuais, quando acompanhados pela artista austríaca Lia.

    O seu trabalho desenvolve-se por três abordagens complementares à arte sonora e à música digital: a composição procedimental, a música concreta e a improvisação. Ao longo dos anos Tudela e Carvalhais têm vindo a desenvolver composições progressivamente mais estruturadas e complexas, entre os campos da música experimental, da arte sonora e da performance ao vivo. Se por um lado as suas composições são normalmente construídas em torno de estruturas muito bem definidas, é também normal que múltiplas células sonoras sejam libertadas dessas estruturas quando integradas no trabalho, tornando-se parte de complexas estratégias de desconstrução. A improvisação, em diálogo ou discussão, é central nos concertos do @c, tal como é a vontade de criar composições abertas e processos que amplifiquem digitalmente as mais variadas realidades sonoras.

    Miguel Carvalhais (Porto, 1974) é designer de comunicação e músico. É professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e no Mestrado em Multimédia da Universidade do Porto.

    Pedro Tudela (Viseu, 1962) é artista plástico, músico e cenógrafo. É professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

    Em 2003, Carvalhais e Tudela integraram o grupo de fundadores da editora Crónica, que gerem desde então e que se tem afirmado como uma das referências centrais na música experimental e arte sonora europeias.

    Roll the Dice

    Nascidos em Estocolmo, os Roll The Dice desafiam a categorização fácil, invocando umas paisagens sintetizadas que revertem para os sons primários da eletrónica, tanto quanto almejam por um futuro incerto. O duo composto por Peder Mannerfelt, membro dos Fever Ray e artista a solo pelo nome de The Subliminal Kid, e Malcolm Pardon, compositor de cinema e televisão, deu início às suas colaborações musicais após vários anos a partilhar o espaço de estúdio na sua cidade natal. Ao longo dos dois anos seguintes, o duo montou, gradualmente e peça por peça, o seu álbum de estreia homónimo (lançado pela editora US Digitalis em 2010), cujas atmosferas assombradas conquistaram nomes como Kieran Hebden (Four Tet), Caribou e Fuck Button, entre outros, e lhes valeu um lugar nas listas de fim de ano de nomes influentes como Phonica e Boomkat.

    A música dos Roll The Dice conta-nos histórias. O que os destaca da maioria dos seus contemporâneos é a sua atenção ao detalhe narrativo: num espaço onde outros artistas escrevem faixas insulares, Pardon e Mannerfelt escrevem álbuns inteiros, atribuindo a cada peça um sentimento intrínseco de pertença em algo maior. O seu álbum de 2011 (e o primeiro para a The Leaf Label), In Dust, é um exemplo perfeito da sua abordagem.

    O seu mais recente álbum, Until Silence, foi lançado em junho de 2014 e obteve já reconhecimento mundial. Na opinião da The Quietus, “o álbum expande-se além do seu antecessor, deixando para trás os simbolismos abertos das influências do duo para, em vez disso, arquitetar composições encorpadas e amplas”.

11 Outubro

    Pierce Warnecke

    Pierce Warnecke é um artista que explora som e vídeo em formato performativo e de instalação. O seu trabalho versa sobre o efeito do tempo na matéria: modificação, deterioração e desaparecimento. Quer o enfoque seja em formas digitais ou materiais em bruto o objectivo do seu trabalho é readaptar objectos existentes para contextos paralelos onde os seu significado e simbolismo cultural se torne um fantasma.

    O seu trabalho foi apresentado em locais como o KW Institut (Berlim), LEAP (Berlim), Harvestworks (Nova Iorque), Luggage Store Gallery (San Francisco), Berklee (Boston), CalArts (Los Angeles) bem como nos festivais Zero1 Biennale, Transmediale, Bozart/BEAF (Bruxelas), EXIT Festival, MadeiraDig, Nuits Sonores, Boston Cyberarts, Visionsonic, Pixelache, Vidéoformes, SXSW Interactive entre outros.

    patten

    O LP ESTOILE NAIANT veio mudar as regras do jogo, permitindo ao músico e visionário patten sair das sombras para a ribalta, enquanto produtor britânico de ressonância iminente, fundindo inúmeras formas no seu estilo extraterrestre. patten já atuou diante de milhares no evento Warp X Tate, logo após o seu EP ter esgotado em Londres, e na cidade de Nova Iorque no início do ano, onde se estreou nos palcos dos Estados Unidos. Este ano apenas, já o assistimos a rasgar a festa de encerramento do 285 Kent, a esgotar um auditório museu cavernoso em Madrid, e tudo o que aconteceu pelo meio, como os seus espetáculos de estreia no Japão, em Osaka e Tóquio, em março. ESTOILE NAIANT é um trabalho incrivelmente abrangente, que está a abrir novos mundos para os ouvintes de todo o mundo diariamente. Igualmente influenciado pelos contos labirínticos e evocativos do escritor argentino Jorge Luis Borges, pelas noites tardias em eventos madrugadores no FWD, pelas afinações abertas das guitarras harmoniosas dos Sonic Youth, ou pelas novas descobertas no campo da ciência cognitiva, o mundo de patten não está limitado por qualquer fronteira ou género.

    Ao vivo, a música é explorada com a energia vibrante que o tornou famoso, complementada por uma configuração audiovisual completa que inclui guitarras e vozes processadas ao vivo, software de vídeo personalizado e eletrónica de alta tecnologia. A toda esta preparação são adicionados os visuais ultramodernos de Jane Eastlight, os quais refletem na perfeição os sons opulentos e hipnotizantes de patten.

    Thomas Ankersmit

    Thomas Ankersmit (1979, Leiden, Países Baixos) é um músico e artista de instalação sediado em Berlim e Amsterdão.

    Desde 2006 que o seu principal instrumento, tanto no estúdio como em atuações ao vivo, é o sintetizador modular analógico Serge.

    Os fenómenos acústicos como os reflexos sonoros, as vibrações infra-sónicas, as emissões otoacústicas e as projeções de som altamente direcionais têm tido um papel importante no seu trabalho desde o início dos anos 2000.

    A sua música eletrónica é também caracterizada por uma má utilização propositada do equipamento, utilizando o feedback e as ruturas no sinal para criar enxames de som densos, mas pormenorizadamente detalhados.

    Os seus projetos recentes incluem uma peça para rádio baseada na acústica de cúpulas de radar abandonadas em colaboração com Valerio Tricoli, sessões de gravação com Kevin Drumm na GRM em Paris e com Tricoli na ZKM em Karlsruhe, uma nova composição de Phill Niblock para o sintetizador modular Serge e música quadrofónica totalmente analógica para os históricos sintetizadores Serge e Buchla, na EMS em Estocolmo.

    Durante os primeiros 10 anos da sua atividade, Ankersmit focou-se quase exclusivamente às atuações ao vivo e a projetos de instalação.

    Desde 2010, a sua música tem sido editada pela PAN, pela Touch e pela Ash International.

    Figueroa Terrace é o nome do álbum de estúdio a solo, com música para os sintetizadores Serge originais da CalArts, editado pela Touch em abril de 2014. 

     

    www.thomasankersmit.net

    Demdike Stare

    Demdike Stare é uma colaboração entre Sean Canty e Miles Whittaker, dois amigos de infância do norte de Inglaterra com apetites vorazes na coleção de álbuns. Após anos a explorar caixotes de vinis em busca de material-fonte, o par começou a trabalhar a sério já em 2008, dando uma nova utilização a sons que levaram uma vida a catalogar, para criar uma estranha e imersiva música própria. Até à data, os Demdike produziram um trio de álbuns (Symbiosis, Tryptych e Elemental), com uma temática a rondar vagamente o oculto e a rica herança de música livre. No entanto, algumas misturas intrigantes editadas ao longo dos últimos dois anos indicam que o projeto está apontado para direções novas e inesperadas.

    Em 2013, o primeiro de uma série contínua de vinis de 12 polegadas exploratórios, agrupados sob a alçada da “Testpressing”, apareceu na Modern Love, onde encontrou um terreno intenso e brutal. Inspirados por tudo, da música Industrial ao Noise, do Free Jazz ao House, Techno e Concrète, os Demdike Stare recusam-se a descansar nos seus louvores ou a sentirem-se demasiado confortáveis com o seu meio envolvente, algo que é bastante evidente se avaliarmos a escala irregular de projetos que abraçaram nos últimos 18 meses. Das atuações ao vivo durante projeções de filmes para a BFI a trabalhos de banda-sonora mais comerciais em Hollywood, das suas produções “Concealed” com a Sinfonietta Cracovia às seleções esotéricas das suas sessões “Before My Eyes” com Raime/BEB, e ainda os sets escaldantes em noites tardias, qualquer pessoa que tenha tido a sorte de os ouvir em concerto terá certamente a noção de que nunca ninguém sabe qual será a sua disposição.

    Sensate Focus

    Mark Fell é um artista multidisciplinar, sediado em Sheffield (R.U.). Após estudar arte do cinema e vídeo experimental no instituto politécnico local, ele voltou a sua atenção para interesses anteriores na área da tecnologia informática, da música e do som sintetizado. Em 1998, iniciou uma série de lançamentos discográficos, elogiados pela crítica, que incluíam trabalhos a solo e colaborações, sob a alçada de editoras como a Mille Plateaux, Line, Editions Mego, Raster Noton e Alku. Fell é famoso pela combinação de estilos de música popular, como a eletrónica e o techno, com umas abordagens mais académicas à composição baseada em informática, com particular ênfase em sistemas matemáticos e de algoritmos. A sua prática musical recente tornou-se cada vez mais influenciada pela música não-ocidental, algo que é evidente em dois projetos ligados, “Multistablity” e “UL8”, os quais exploram vários sistemas de afinação e tempos pouco familiares. A revista Uncut classificou-os como “completamente espantosos” e a revista Wire chamou-lhes “fantásticos”. Enquanto Sensate Focus, Fell explora os elementos clássicos da música de dança de uma forma brilhante e refrescante.

    Miles

    Miles Whittaker tem vindo a lançar material com a editora Modern Love há mais de uma década, primeiro como metade integrante dos Pendle Coven e depois sozinho como MLZ (agora apenas Miles), e eventualmente em parceria com Sean Canty, para gravar sob o nome de Demdike Stare. Entretanto, Miles seguiu um caminho mais experimental com o nome artístico Suum Cuique, produziu Jungle para o projeto HATE e (juntamente com Andy Stott) participou em trabalhos ocasionais sob o nome Millie & Andrea para a Daphne, uma subeditora da Modern Love. É também um DJ entusiasmante e admirado, com sets conhecidos por abranger um vasto espectro de música eletrónica, desde o techno britânico mais obscuro de editoras como a Radioactive Lamb e a Irdial, ao clássico house de Chicago, o techno de Detroit e, mais importante de tudo, o jungle e o breakbeat do início dos anos 90, alimentando a sua paixão pela extremidade mais inflexível do movimento experimental italiano, a Musique Concrète, o Synthwave e o Noise contemporâneo. 

12 Outubro

    "Braga, over and out!” by Lukatoyboy


    "Braga, over and out!” is a participlatory composition/performance based on walkie talkie technology and its specific distribution of sound in a designated area. Using Braga as its base, participants will have an oppurtunity to listen and/or engage in a collaborative, immersive multichannel experience by walking around pre-selected areas, equipped with a walkie talkie with an option to “communicate” with another participants’s sound and the listening room/base. 
    These dialogues form parallel microlocal realities - we can be sure that these stories are in a walking distance, but still, they can sound like coming from another world, suddenly on air, unrelated and almost unreal.
    We are looking forward to meet people who would be interested in participating - actors, musicians, field recorders, historians, dramaturgs - anyone willing to “push to talk” to us, engage in a conversation and/or transmit site-specific sounds.
    Let’s shake the ether together.


    To participate please send an email to info@festivalsemibreve.com.


    PARTNER: ENGAGE LAB


    Bio
    Lukatoyboy aka Luka Ivanović is a musician, sound designer, and educator from Belgrade, Serbia. His main activities in music and sound include performing electroacoustic improvised music (based on realtime sampling of various objects, toys, voices, and field recordings) using feedback, analogue synthesizers, electromagnetic coils, radio transmitters, walkie talkies, and additional small surprises.
    Lukatoyboy also produces nanotechno and free IDM on a Game Boy. 
    He has performed at and taught workshops during various Serbian music festivals and events, as well as internationally. He also gives workshops on various approaches to sound and electronic music for children, and co-runs artist in residence/festival retreat, MultiMadeira. His collaborations name Peter Evans, Sainkho Namtchylak, Svetlana Spajic, Mia Zabelka, Milana Zaric, Eric Thielemans, Jonas Kocher, Laurent Bruttin, JeanYves Evrard, Martin Brandlmayr, Johannes Frisch, Georg Wissel, Erhard Hirt, Rinus van Alebeek, Wo0, Branko Dzinovic, Blank Disc, Balazs Pandi, and Irena Tomazin, among others.
    Gives workshops of various kinds of sound and electronic music approaches for kids.
    Since 2010, edits Blind Tapes, a participatory and chance dedicated tape label. and was recognized with an award for his sound design for the theatre play Bartleby (2011, Mini Teater, Slovenia).
    Co-runs an artist-in-residence/festival retreat MultiMadeira since 2013.
    Lukatoyboy  is a recipient of the “Ubiquitous Art and Sound” Open Call for works, awarded by Deutschlandradio Kultur/Klangkunst, Goethe-Institut, ICAS – International Cities for Advanced Sound, ECAS – European Cities for Advanced Sound, and CTM Festival, which sought unusual ideas for pairing the specific artistic possibilities of radio with the potentials of live performance or installation.
     

    Ryoichi Kurokawa

    Artista japonês, nascido em 1978, vive e trabalha em Berlim, na Alemanha. O trabalho de Kurokawa assume várias formas, tal como trabalhos de instalação, gravações e peças de concerto. Ele compõe a estrutura temporal com as gravações no terreno e as estruturas geradas digitalmente, e reconstrói arquitecturalmente o fenómeno audiovisual. Em anos recentes, as suas obras são apresentadas em festivais e museus internacionais, incluindo o Tate Modern [R.U.], a Bienal de Veneza [IT.], o Transmediale [ALE.] e o Sonar [ES.]. Em 2010, foi galardoado com o Golden Nica nos Prix Ars Electronica, na categoria de Música digital e Arte sonora.

    Ryoichi Kurokawa irá apresentar “Syn_”.

    "syn" é o prefixo grego que significa "junto" ou "com" ou "integrado". É o sentir de várias coisas diferentes como uma só coisa em simultâneo. Nas suas obras, elementos como a sincronização, a síntese, a sinopse e a sinestesia, são ainda mais enfatizados do que no seu trabalho anterior "cm: av_c". Se as mais recentes composições "Rheo" ou "Parallel Head" são tratadas como "cinema", é sugerido que este trabalho teria muito mais implicações de “música”.

    Não é para digerir gradualmente e pensar com a cabeça, mas para ser diretamente estimulado e sentir simultaneamente com os olhos e os ouvidos. Os sons e as imagens podem integrar automaticamente a perceção visual e auditiva e induzem a experiência sinestética.

    Plaid

    Após vinte e cinco anos a trabalhar em conjunto, os Plaid – compostos por Andy Turner e Ed Handley – lançam agora o seu décimo álbum, Reachy Prints. O título, de acordo com o duo, faz alusão ao “processo criativo, à captação de ideias e à dedicação necessária para os recriar.” Este trabalho vem confirmar a sua posição na vanguarda da produção de música eletrónica “underground”, incorporando as mais recentes tecnologias de síntese nas composições, enquanto mantêm presente na sua carreira o seu estilo próprio e emotivo, embora jovial, que é a sua imagem de marca.

    Turner e Handley continuam a sua tradição de colaboração que mantiveram em trabalhos com uma variedade de músicos, da Björk à London Sinfonietta e aos Southbank Gamelan Players, bem como artistas e inovadores da tecnologia musical.

    Recentemente participaram na campanha de Kickstarter para o produto Mogees, de Bruno Zamborlin, o qual permite transformar qualquer objeto num instrumento musical através de um pequeno dispositivo que se liga ao smartphone. O gadget Mogees tem o potencial para se tornar um elemento do espetáculo ao vivo, alimentando o seu interesse pela atuação audiovisual que começou com uma colaboração com Bob Jaroc, para o lançamento do álbum Greedy Baby (2006) em DVD. O trabalho artístico em Reachy Prints foi criado em colaboração com o artista de instalação Eric Studer.

    Musicalmente, grande parte do novo álbum transporta-nos numa viagem por um mundo subterrâneo, com o tunelamento robótico sujo de “Wallet” e “Ropen” e a elação cavernosa de “Hawkmoth” e “OH”, regressando à superfície com o brilhante “Matin Lunaire” e o movimento melodioso de “Liverpool Street”. Reachy Prints continua a evolução do mundo de sons desde há muito trabalhado pelos Plaid e revela alguns dos seus domínios mais escondidos e complexos.